Como fazer o diagnóstico e qual o tratamento?

O diagnóstico da Gota é feito essencialmente através da ocorrência de sintomas, identificados pela pessoa que vive com a doença ou o seu cuidador e confirmados pelo Médico de Família ou mesmo pelo Médico Especialista, sempre com base no histórico familiar associado a exames complementares, como a medição dos níveis de ácido úrico no sangue e outros.

Ácido úrico: a importância de fazer a medição.

Embora grande parte do ácido úrico seja eliminado através da urina e também das fezes, quando este é produzido em demasia ou não é expelido em quantidade suficiente, vai-se acumulando.

A realização da análise ao ácido úrico é crucial para verificar se o organismo consegue eliminar o ácido úrico rapidamente, prevenindo a sua presença num nível elevado. Quando isso não acontece, para a sua diminuição terá que ser realizada uma medicação crónica e ter cuidados complementares.

Como em todas as doenças, a Gota manifesta-se em diferentes fases.

Embora inicialmente a Gota possa não apresentar sintomas, ao longo do tempo as crises tornam-se cada vez mais frequentes, atingido as articulações de forma intermitente, com períodos assintomáticos.

Na ausência de tratamento, provoca dor, inflamação e incapacidade permanentes. Existe ainda a grande possibilidade de levar à insuficiência renal e aparecimento de cálculos renais. Por isso, é fundamental que faça o tratamento indicado pelo seu médico.

 
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Seja qual for a fase identificada da doença, aconselhe-se sempre com o seu médico de família ou um médico reumatologista

O tratamento da Gota pode ser dividido em duas fases distintas:

Terapêutica da crise de artrite aguda:

Embora as crises da Gota possam desaparecer ao fim de 1 a 2 semanas, a terapêutica é feita através do uso de anti-inflamatórios não esteroides e doses baixas de colquicina, para aliviar os sintomas de forma rápida.

É importante que se faça o tratamento de seguida para baixar o ácido úrico, no sentido de proteger futuras crises agudas.

Terapêutica para baixar o ácido úrico:

Sendo a hiperuricemia crónica a causa principal da Gota, é fundamental proceder à redução dos valores de ácido úrico no sangue, seja para prevenir futuras crises ou para contrariar a evolução da doença, que leva a uma destruição articular e incapacidade.

Neste contexto, conhecer os níveis de ácido úrico no sangue é tão importante para monitorizar a evolução clínica da Gota crónica, como para ajustar a dose de medicação em função desses valores.

Informe-se com o seu médico sobre as terapêuticas disponíveis.

Quais as consequências se não recorrer a tratamento?

Existe indicação de que as pessoas que vivem com Gota podem ter mais enfartes do miocárdio, quando comparadas com pessoas sem esta doença. Por esta razão, é importante controlar também os fatores de risco associados a problemas cardiovasculares, tais como a diabetes e a hipertensão arterial.